Ao Ritmo de Gaia

 Anjos rodeiam-me em silêncio. Tenho saudades da conexão intensa com o divino. Talvez esteja na hora de reencontrar o equilíbrio onde a alma repousa como a água que percorre as rochas, formando a mais bela dança de amor. Nada as separa, nem o vento, nem a tempestade. Pelo contrário, tornam-nas ainda mais serenas, movendo-se em harmonia com aquilo que tenta atingi-las. Elas não se deixam inquietar pelo exterior, por forças que tentam moldá-las. Mantêm-se fieis,  pois carregam a sua essência com bastante claridade, deixando-se apenas guiar por Gaia e pelas metamorfoses que ocorrem com o passar dos anos. Porque nem mesmo um calhau permanece igual a vida toda. E por isso, não devemos temer se a mudança que tanto esperamos tarda em chegar, uma vez que a verdadeira mudança começa na mente, o resto vem por acréscimo, surpreendendo-nos nos pequenos gestos: num piscar de olhos, num bocejo, numa inspiração.

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