Valor

 Máquinas, cada uma com as suas propriedades, umas mais antiquadas que outras, mas com o seu devido valor. Na verdade, quem atribui o valor é quem a valoriza ou desvaloriza, para uns vale milhões, para outros vale 0. Isto é um exemplo bastante notório na nossa realidade, damos tudo de nós a algo ou alguém quando sentimos que vale a pena, e quando não nos chama à atenção, ignoramos e nem damos o braço a torcer. Temos que seguir o que o nosso coração dita, sim, mas temos que estar atentos se vem realmente do coração ou é o ego a falar mais alto. Algo que me ajuda a distinguir é ter a sensação de que tenho que ter aquilo a todo o custo, fico obcecada com a ideia. Acredito cegamente se não seguir essa ideia, estarei a perder oportunidades, existindo ansiedade. Quando vem do coração, a sensação é outra, é uma leveza que se sente, uma certeza que sussura a segurança. Passe o tempo que passar, aquilo permanecerá, e quando chegar a hora certa, o caminho acabará por se entrelaçar naturalmente. Já paraste para pensar nestas duas realidades?

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