Quando o Mar Deixa de Ser o Mesmo

 As águas continuam agitadas. A maré mal se vê. Os peixes nem ousam mostrar-se. As conchas mais que enterradas na areia. E ainda assim, as sereias deslumbram-se. O grito da verdade fervilha com maior intensidade com o passar do tempo. Aquilo que outrora fazia sentido deixou de o fazer para o momento presente. Foi bom, sim, agradecer, imenso. Os padrões choram para ficar, querem que os levemos connosco para toda a vida e fazem questão de nos convencer de que são bons o suficiente para permanecer. A verdade é que todo crescimento implica perda. Não que isso seja mau, mas porque é necessário. O que é para ser nosso virá ao nosso encontro. Não nos preocupemos assim tanto com as incertezas indeterminadas da vida.

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