Renascimentos

 Se dissessem à minha pequenina que iria estar a partilhar e a viver a minha vida de diversas formas como vivo atualmente, não acreditava. São tantas as energias que vão ao encontro e desencontro da minha, tantas formas de ver a vida que me deslumbram e desencantam, tantas personalidades que me cativam e repelam, tanta revolução como sossego, que, honestamente, nunca poderia ter vivido uma dualidade tão extrema como a que experienciei neste ano de 2024. Estou a fazer uma vida com a minha metade, a fechar portas para que novas janelas se possam abrir, a reconstruir pedaços da minha personalidade e a dilatar crenças, a valorizar as formas mais puras da vida, sentar-me mais frequentemente comigo mesma, e ainda, a praticar a escuta ativa com mais consciência. Pequenos passos são dados, já não são vistos como uma fraqueza, porque como alguém com sabedoria me ensinou, errar é lindo, errar dá-nos oportunidades de experimentar mais do que uma vez com estilo, com garra e abraçar os desafios com a maior ambição de querer ser e fazer melhor do que há 2 minutos atrás. Do que vale ter medo de arriscar? prefiro tentar mesmo com medo do que ficar a remoer por não o ter feito, afinal de contas sentir-me-ei orgulhosa por ter tentado. Podemos sim estar com a cabeça na lua, desde que estejamos com os pés na terra, não tenhamos medo de sonhar, sejamos realistas mas não pessimistas. Alimentemos a nossa energia com ambição e esperança, o melhor está ainda por vir.

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