O Abraço do Eremita

 Rasgos em cada extremo do corpo humano, cabeça confusa, mãos descascadas, pés entristecidos pelo som de um pequeno afastamento que é apenas um até já. Longe fisicamente mas perto mentalmente. Ambos sentem-se vazios sem a presença contínua. Serão apenas algumas noites frias de inverno, mas serão noites que vão mudar a forma de lidar com os desertos solitários. A pressão daqueles que falam por um altifalante traz desespero à alma daquela que fugiu, a vida inteira, daquilo que desafiava o seu conformismo, com o que ela queria. A teimosia fechou-a, colocando uma vitral impenetrável ao seu redor. Contudo, com a nova realidade que vive, não lhe resta mais nada senão abrir a mão do controlo e abraçar o seu 3 de copas com o amor próprio e a reconexão dos seus fragmentos. Ela fará os possíveis para sentar-se com o seu eremita, que carrega todo o dia com carinho. Um abraço, é tudo o que ela precisa.

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