Grutas do Coração e Florestas da Alma

 Paredes que cada vez mais se assemelham a grutas cujo fim é inalcançável, ouvem-se vozes daqueles que um dia foram o porto de seguro de alguém, onde o olhar transparecia preocupação e um amor de mãe nunca antes visto. Um dia saberei o que é importar-me com tudo aquilo que nunca vi com olhos de empatia. Por mais escura que a noite numa floresta nua pode ser, é nela que nos encontramos e cconhecemos partes de nós que antes desconhecíamos. Ramos tornam-se partes essenciais do nosso coração, alguns magoaram profundamente, outros foram as maiores dádivas que o Universo nos podia ter oferecido. E há ainda aqueles que a cegueira do passado não permitiu escutar, por tão surda estar a alma e tão muda a mente. Arrependimento e vergonha por alguém que fomos no passado, fez parte da nossa história e até ao último suspiro carregá-lo-emos no nosso coração. Mas cabe-nos a nós mudar a estrutura dele, aprender a olhar para as nossas cicatrizes e encontrar a paz com aquilo que fizemos, quem fomos, e até com aquilo que, por vezes, ainda somos e que nos causa agonia. A verdade é que o ontem ensina-nos, o hoje dá-nos a oportunidade de fazer diferente, e o amanhã promete a sabedoria que procuramos. 

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