Sinceridade

 Andei por vários atalhos e caminhos inesperados, percorri o cheiro do conforto, o cheiro que levou-me a avistar um alce. Este alce levantou uma folha no meio da floresta, debaixo dele havia um portal com uma geometria sagrada que por algum motivo senti o clique de "é isto", olhei nos olhos para o alce e telepaticamente pedi-lhe para mostrar-me mais sinais, de seguida ele sacudiu as orelhas e transpareceu que eu precisava de ter em mente uma expansão dos meus horizontes para eu poder receber aquilo que eu estava prestes a constatar. Após uma breve respiração profunda, demonstrei-lhe com o meu olhar que estava pronta. Segui-o e então avistei a família dele, ele era o irmão mais velho que teve que ficar a cuidar dos seus irmãos mais novos, com tanto carinho e honestidade. Havia algo de peculiar na relação deles, nenhum detinha o medo de expressar aquilo que lhe vinha à alma, eles comunicavam entre si com uma benevolência e tranquilidade que até arrepiava, pairava uma sensibilidade diferente, e de um mundo que mesmo nos dias de trovoada e maior chuva, não existiam problemas nem nervosismos, viviam numa neutralidade que admirava qualquer um. Pedi ao alce para revelar mais, então ele aproxima-se do irmão mais novo e leva-me para perto dele, e assim que fixei o olhar, vi toda a história de como seria a minha vida, consoante as hipóteses de vida a nível de escolhas que fosse tomar, mas um ponto bastante abstrato, como se fosse um trailer com simbologia que apenas com reflexão e com o acesso à verdade dentro de mim, que os poderia compreender e consequentemente, viver a vida pelo qual sonho desde pequenina. Conclusão - permitir-me ser sincera comigo mesmo e verdadeira, e aí consigo contemplar e criar as coisas mais bonitas da vida, uma vez que é na simplicidade e àquilo a que atribuímos signifcado, onde reside o amor.

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