Ecos de uma Lua Cheia
A certa altura estava eu a pastar as minhas ovelhas até que um lobo surgiu no meu caminho e fez com que tudo o que ali fora produzido tivesse sido em vão, de facto eu nunca pretendi que as coisas tivessem tomado o rumo que tomaram, pois estava eu pelas estradas de Edimburgo quando tudo aconteceu numa madrugada de lua cheia, pois após isso eu senti que o meu mundo tinha paralisado e a minha mulher apenas olhou para mim e disse “querido, para onde vamos?”, eu fiquei sem resposta para o sucedido, apenas andar sem rumo era o nosso verdadeiro caminho. Cruzes simplificaram o destino, algo tão belo que simplesmente nos irradiava e nos obrigava a querermos ficar juntos. O nosso filho nunca nos compreendeu verdadeiramente, para ele a sua irmãzinha precisava de ser protegida no seu castelo de bonecas e com isto ela brincava noites seguidas à espera que o seu cavaleiro a encontrassse. Não sabia o que esperar daquela miúda, sentia o fresco do futuro, com grande potencial entre as estrelas do oceano que nunca vira o seu fundo e eterno exemplar de menino que um dia foi para a sua mãe. Ele tinha muitas saudades de casa, algo o afligia e ele ficava incrédulo com o que se lhe apresentava. Montanhas e vales escuros visitavam-no todas as noites, ele apenas se estremecia e caía numa solidão ao pé da sua janela de portas brancas pálidas, com o seu gato preto sempre por perto. A vizinha não gostava muito de nós, nós éramos um exemplo a seguir para os outros, no entanto para esta senhora específica nós detínhamos algo que não era do seu agrado, ervas felizes e excêntricas eram subtis ao seu olhar penetrante e invulgar. Vultos eram despercebidos por ela, mas ao mesmo tempo bem vislumbres, ela sinceramente sabia o seu poder e percebia a nossa família no fundo, e rosas foram vistas a milhares de kilómetros de distância. Facto impressionante não é? A nossa família sabe e somos felizes assim, no nosso canto, sem ninguém a nos chatear e a perturbar sobre a areia que trazíamos da praia nas nossas sandálias à ingleses e dinamarqueses, interessante que os nossos pés pediam descanso e nós apenas ignorávamos esse facto e percorríamos montanhas.
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