A Redoma do Eu: Entre Suposições e Compreensão
Vivemos num mundo em que os seres humanos fazem muito uso da sua mente como a única e icorroborável fonte, na medida em que vivem nas narrativas criadas apenas por si e têm dificuldade em perguntar ao outro se a forma como eu mesma interpretei, é o sentido que a outra pessoa me quer transmitir. Infelizmente, acreditamos muito na nossa própria posição e vivemos numa bolha de achismos e de suposições que não acabam em finais felizes, apenas nos confundem e vivemos numa mentira sem precedentes. Trata-se de uma roda giratória em que se não lhe colocarmos um travão e uma consciência, leva consigo tudo atrás sem ter em conta que carrega com ela, simplesmente o que ela perceciona é aquilo e ponto, como se outras perspetivas tivessem fora de plano e não fossem suficientemente válidas para serem colocadas em cima da mesa e haver uma reflexão das mesmas, não sendo importante entendermos o lado do outro. Vivemos cismados na redoma egocêntrica de termos que ter razão, como se isso no valesse a vida e fosse capaz de resolver os nossos problemas. Contudo, a partir do momento em que entra em jogo um confronto com alhuém que amamos profundamente e somos colocados entre a espada e a parede, aí sim esforçamo-nos para sairmos de nós, porém esperemos que não seja tarde demais, e procuremos ser verdadeiros, humildes e compreensivos com tudo aquilo que carregamos aqui dentro de nós e com aquilo que está ao nosso redor.
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