O̷r̷g̷u̷l̷h̷o̷ ̷C̷e̷g̷o̷
Mudar alguém quando o próprio orgulho é maior que a vontade de ser melhor e estar confortável na posição e na frequência debilitada que está, é como ajudar um idosa enfraquecida a passar uma passadeira, na medida em que tem imensa dificuldade porque está de muletas à conta de uma deficiência grave nas pernas que lhe dificulta imenso. A senhora sabe que precisa de ajuda mas à conta da tamanha insatisfação pela doença que porta e que corrói a mente dela em todos os seus dias, faz da visão da sua própria vida e sobre o mundo, um autêntico inferno, dado que não estamos no mundo e sim o mundo está dentro de nós, escolhendo viver nessa bolha que representa apenas uma vivência nas nove restantes. Esta não consegue ver objetivamente por outras lentes, sõ conseguindo visualizar um desfoque, uma vez que apenas vê a capa não abrindo nem se permitindo ver a clareza que está na contracapa da sua história, caminhando insatisfeita e impenetrável no seu ninho, infelizmente. Não consegue percecionar os aspetos daquilo que está ao seu redor, inclusive nela mesma, estando focada e escondida naquela pequena percentagem negativa da sua vida, ofuscado e cegando a grande parte da beldade da cascata formosa e simples que a rodeia. Se atualmente aquele aspeto está a ser demasiado doloroso para se lidar, então é hora de parar de resistir e consequentemente deixar ir e aceitar. Eu posso dar a mão e é uma escolha do outro agarrar nela ou não, se agarrar eu poderei ainda dar o braço, mas se ele não o fizer, eu deixo-o ir e fico com a consciência e com a compaixão para mim, dado que luta de egos eu não compactuo, pois quando o outro apenas nos ouve e argumenta para ter razão, e não para compreender o outro e tentar coexistir com a verdade dele, não valerá a pena insistir. É necessário ser ouvidos e tempo para o outro, de modo a que o amor possa ser compartilhado e a serenidade e o equilíbrio reinarem pelos corpos sutis e pelo campo energético à nossa volta.
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