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Quantas mais ilusórias metades precisaremos de falsamente sentir dentro de nós para percebermos que elas não passam de definições vagas e incompletas? continuamente utilizamos e romantizamos com todas as nossas forças e certezas de que estas metades verdadeiramente inantigíveis são aquilo que nos poderá trazer a completude, tentamos encontrar conforto no externo e naquilo que é usual pelos demais, ao supôr que essa é a solução para o vazio que se sente. Temos tanto medo que a felicidade seja de pouca dura que acabamos por afastá-la, tememos tanto que a dor perdure que acabamos por senti-la continuamente dentro de nós, quando a única e simples resposta passa por permitir-nos sentir e viver no agora, aceitar e compreender que cada sentimento é passageiro e todo ele é digno e válido de ser sentido. Aprendermos a viver com nós mesmos e a aceitar a nossa essência, simplesmente tenhamos a coragem de dar o passo em frente quanto àquilo que grita na nossa alma e ecoa dentro de nós. É assim tão complicado? temos assim tanto a perder quando não tivemos pelo que ganhar? o desconhecido traz sempre essa dicotomia, só temos conhecimento daquilo que exprienciámos, daí esse receio. Paremos de fazer tantos prós e contras acerca de cada escolha que queremos tomar, paremos de ficar tão dependentes da opinião dos outros. Se queremos tanto algo confiemos que é para ser, e guiemo-nos sobretudo pelo modo como nos faz sentir, oiçamos o nosso coração e segui-lo-emos, nenhuma escolha é errada, vai levar-te ao lugar que precisas de ir, mesmo que posteriormente não compreendas o porquê, confia no motivo porque a escolheste. Entendamos que essas metades apenas podem ser acréscimos na nossa vida, e não motivos para atingir a completude, apenas nós podemos encontrar por nós mesmos dentro de nós, não exteriormente ou através/pelo outro.
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