𝘖𝘯𝘭𝘺 𝘉𝘦

    É magnífica o quão poderosa pode ser a nossa mente, um músculo tão inteligente, eficiente, moldador, basta querermos ser melhores ou piores, que ele obedece logo, como se fosse realmente o capitão que faz guiar com cuidado, atenção, zelo, perspicácia e de forma meticulosa o seu navio que apenas lhe obedece. Porém, este já tem a sua própria construção, com certos e determinados materiais, com diferentes funções, que operam e trabalham consoante o seu verdadeiro propósito de obedecer ao capitão e navegar pelo mar,  e tal como o navio tem de saber surfar/navegar nas águas que se lhe apresentam ou então direcionar-se para as que melhor lhe trarão estabilidade na sua embarcação. O capitão também tem de conhecer o seu navio e comandá-lo apenas com o que ele consegue manear e executar. E portanto, o mar como a vida, com as suas mudanças constantes, surpresas, paraíso, beleza, suavidade e tormenta, obstáculos e soluções, que espanta e deslumbra, contração e expansão, alto mar e baixo mar, cristalino e opaco, amável e bruto, com todas as particularidades que fazem parte do nosso Universo. O próprio navio como o nosso inconsciente, que tem de aprender e retirar dali um ensinamento, sem precisar de categorizar tudo como certo ou errado, bom ou mau, simplesmente perceber que as coisas apenas são como são, no seu estado natural e ao serem perfeitas nas suas imperfeições e imperfeitas nas suas perfeições, interligando todas as peças do puzzle, para poder entender que ao navegar para determinada área, ao acelerar ou diminuir a velocidade, ao escolher virar para a direita ou para a esquerda, fará a diferença para que o capitão que é o consciente perceba isso e navegue tanto como ordene aos seus ajudantes, a melhor forma de conduzir em direção ao seu destino e até poder moldá-lo consoante a sua verdadeira essência.

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