𝖯𝗋𝖾𝗅𝗎́𝖽𝗂𝗈 𝖽𝗈 𝖤́𝖽𝖾𝗇

    Segredos no fundo do horizonte, em linhas pouco visíveis, completamente desfocadas, apenas um cego consegue senti-las e produzir a mais extraordinária obra de arte, são percecionadas as sementes mais raras daquele mar atribuladamente calmo, nele cruzam-se entre os lobos mais devotos e fiéis do submundo, as poéticas canções de Camões, os verdadeiros diálogos de Platão, a lendária Mitologia Grega e o belo do Sermão de Santo António aos Peixes, com um enraizamento que penetra as almas dos adormecidos, reflexões e crises acontecem, as melhores que poderemos ter, diria eu. É debaixo da camada mais fina que os becos se tornam assustadoramente e interessantemente bonitos, vale a pena contemplar aquelas raízes a nascerem e ver o rumo que estão a tomar, aliás, qualquer dos sentidos que seja percorrido, acabará por chegar ao Jardim do Éden. Faíscas vêm-se de longe e naquele rio formam-se aberturas enigmáticas mas magnéticas do que um dia pode vir a tornar-se o ápice daquele sentimento ainda inexplicável para o ser humano. Podes continuar em frente, estás a ir bem, podes confiar.

Comentários

Mais Lidas