C𝓱ₐᵥₑ 𝚍ₒ ₑ𝚗𝚌ₐ𝚗𝚝ₒ

    Vês estrelas e o Universo todo a reconstruir-se e a transformar uma peça bonita de ambos, numa recordação que fica intemporal. Todas as vezes que nos encontramos em outras vidas, temos flashes de como éramos antes, de como foi o nosso carinho, de como foi a nossa partilha de fluidos, a troca de abraços e amassos. Tudo num só pensamento, conectado entre ambos, com os mesmos cenários, o filme de todas as nossas vidas, e de quão bonito e especial foi em todas as vezes. Nós num relvado, com muitas flores amarelas e brancas, borboletas azuis e inclusive libelinhas a passar por nós, percebemos que uma das borboletas é diferente das outras, pousa em ti e reparamos que o que a diferencia é o facto de ela ter uma parte da asa esquerda branca. Essa parte branca representa o que temos a viver e a preencher o que não foi completado nas nossas vidas passadas. Entretanto ela voa, mas deixa uma lembrança connosco, uma espécie de chave bastante pequena, chave esta que associamos ao coração de nós os dois. É a única chave que é compatível aos nossos corações, apenas e somente, mais nenhuma cabe em nós e nenhum outro coração pode ser preenchido por ela. Percebemos que o que temos é do mais belo e divinal que poderá haver. Então, ficamos a olhar perdidamente um para o outro e a trocar pensamentos hiperativos de como seria aceitar-nos plenamente e deixar tudo fluir como a água de uma cascata, suave. Depois disso, tornamo-nos literalmente um só, envolvidos em abraços, pernas, no toque delicado, o calor ardente que sentimos um pelo outro, o nosso desejo carnal de nos envolvermos, mãos dadas, e um olhar que olha além, como nós bem o sentimos profundamente. Entregamo-nos totalmente ao momento e ao Universo, e com ele andamos, numa forma bela, pura e honesta.

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