Aɾҽιαʂ Mσʋҽԃιçαʂ

    Infindáveis têm sido as questões retóricas que a Rosa tem colocado à Camomila: - "Porque continuas a rejeitar as ervas daninhas que corroem as nossas veias e destroem aos poucos o nosso coração? Porque razão achamos que merecemos continuar a suportar a dor infinita que assombra a nossa alma todos os dias? Porque não nos aceitamos verdadeiramente como somos? É assim tão dificil engolir que não estamos aqui para sermos felizes e sim para aprender?" Ao qual a camomila desolada responde: - "Sim, é uma dor que é eterna." Rosa numa postura empática e serena, conforta com doces palavras: - "Eu sei que dói, torna-se por vezes insuportável tamanha escuridão, conseguir conviver com ela, tem dias que falamos que é puro ego ferido, outros em que nos apercebemos que são feridas da nossa criança interior. Fazemos assim, ouve-a, sente-a, abraça-a e mima-a, ela agradecer-te-à, não precisas de te angustiar tanto, nada é assim tão grave quanto parece, apenas permite-te sentir." Os dias passam, a consciência torna-se cada vez mais presente e conhecedora das sementes que reluzem camadas extensas de acolhimento, amor e de inocência. Ela sabe que no fundo a resposta está dentro dela, sempre esteve, só precisa de mergulhar nas algas um pouco mais, observar atentamente e procurar nelas os canais mais simples e bonitos, mas não se deixem enganar, não falo de beleza exterior, mas sim daquela que sentimos que é a certa e a mais próxima da nossa verdade.

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